Cíntia Dias defende fim da escala 6×1 e diz que Goiás precisa de “voz que representa a classe trabalhadora” no Senado

A presidente do PSOL Goiás e candidata ao Senado Federal, Cíntia Dias, afirmou que há espaço para o crescimento das candidaturas do campo progressista e da base do presidente Lula (PT) no Estado de Goiás e ampliar a base do Governo Federal no fim da escala 6x1 no Congresso Nacional

12 de agosto de 2026 às 12:53

A afirmação foi feita pela candidata pessolista durante a sabatina do Portal 6. Cíntia é um dos 11 candidatos a senadores registrados para a disputa eleitoral deste ano e foi a primeira candidata entrevistada pelo portal goiano.
Conforme a dirigente, sua candidatura e a unidade dos sete partidos que integram a Coligação Goiás Pode Mais (PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede) é fruto de um diálogo amplo e coletivo feito ao longo de todo o ano com uma única missão: “fortalecer e criar unidade no campo progressista”.

Cíntia integra a chapa encabeçada pelo candidato ao governo de Goiás, Luis Cesar Bueno (PT), que tem Carlos Mundim (PDT) como candidato a vice. Ela é uma das duas candidatas ao Senado apoiadas pelo presidente da República no Estado, ao lado de Isaura Lemos (PSB).

“Essa tarefa do Senado foi uma decisão coletiva do PSOL, Nacional e do PSOL Goiás, junto com a Rede Sustentabilidade. Nós tivemos a missão de criar unidade no campo progressista em Goiás. Dentro da Frente Democrática e Popular e travamos essa disputa para apresentar uma proposta os 40% que o presidente Lula teve aqui no nosso Estado”, afirmou.
Senado conservador

Hoje, os senadores que representam o Estado de Goiás são Jorge Kajuru (PSB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Wilder Morais (PL). Os três, segundo a candidata, não representam o trabalhador, a trabalhadora, as mulheres, os LGBTQIAPN+, os negros e os povos originários que vivem no estado e também precisam de voz.

“Estamos apresentando candidaturas sólidas. Conheço o trabalhador e quero defender essa classe. Não temos essa voz feminina, voz feminista e trabalhadora no Senado e por isso me apresentei como candidata”, disse ao Portal 6.
Sem citar nomes, Cíntia acrescentou ainda que se colocar os mesmos senadores, que representam o Estado, os resultados que tiveram nos últimos oito anos se repetirão nos próximos anos, sem aprovação de pautas relevantes, como o fim da escala 6×1 e a implementação da escala 5×2.

“Nós precisamos eleger quem representa o povo trabalhador. Precisamos ter um senado comprometido com a base do presidente Lula”, acrescentou.
Escala 6×1 e direitos dos trabalhadores
Com candidatos compromissados com a classe trabalhadora, Cíntia Dias avalia que é possível defender o fim da escala 6×1, que é uma proposta que surgiu de líderes do PSOL, como o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Entre as principais bandeiras defendidas pela candidata estão o fim da escala de trabalho 6×1, a ampliação da dignidade para as mulheres, a melhoria do transporte público e a industrialização de Goiás. “A gente quer discutir o fim da escala 6×1, a dignidade para as mulheres, o transporte público de qualidade e também a industrialização, mas sem perder o olhar para o povo trabalhador”, afirmou.

Para Cíntia, o Congresso Nacional precisa voltar sua atuação para pautas que, segundo ela, tenham impacto direto na vida dos goianos. A candidata também criticou o modelo de distribuição de recursos por meio de emendas parlamentares.
“Eu acredito que os candidatos dessa frente progressista mostram que Goiás tem representantes para discutir o fim da escala 6×1, sem pagar deputado com emendas Pix. Queremos garantir que essas pautas sejam debatidas porque os senadores e senadoras têm compromisso com essas pautas”, afirmou.